Fiz um blog pessoal - Catadora de Palavras. Inicialmente meu propósito era escrever sobre coisas do dia a dia, meus devaneios, para esvaziar a mente... Depois veio a necessidade de escrever sobre trabalho. Aí as postagens começaram a se misturar. Daí surgiu este blog - o Catadora de trabalho!
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Tudo começa com um ponto...

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SOCORRO: FUI DEMITIDO!

Poucos acontecimentos podem abalar tanto uma carreira quanto a demissão. Ela pode fazer você duvidar de suas competências e afetar sua auto-estima, mas não precisa ser vista apenas como uma vilã. A demissão pode ser o empurrão que faltava para você corrigir a trajetória de sua carreira ou sentir o prazer de recomeçar em uma nova empresa. O fato de ser demitido pode ajudar a perceber alguma coisa que você precisava mudar - na sua carreira ou na forma de ver a vida.


PRIMEIROS SOCORROS

A primeira providência a ser tomada no momento da notícia é manter a calma e procurar tirar uma lição desse momento. "Procure identificar erros até mesmo para que não volte a cometê-los. Avalie se não foi uma questão de estratégia da empresa, por exemplo. É importante ter isso bem claro para que não se deprima em virtude da demissão".

ONDE FOI QUE EU ERREI?

Como nem sempre os motivos da demissão são claros para o funcionário, é importante que ele procure ter um feedback do gestor e até mesmo de colegas mais próximos para identificar os possíveis motivos. "O feedback é útil até mesmo para que o profissional deixe uma boa imagem e saia com as portas abertas, pensando no futuro, quando uma outra empresa pode pedir referências para o ex-empregador".

A HORA DO ADEUS

Após passar meses, ou até muitos anos, convivendo ao lado das mesmas pessoas, é de bom tom despedir-se dos antigos colegas adequadamente. Evite críticas de última hora motivadas pela demissão, pois o momento de apontar erros já passou. "Independentemente do motivo da demissão, é essencial que a pessoa notifique os outros profissionais. É importante até por uma questão de comprometimento com os colegas de trabalho." Mesmo assim, não se deve entrar em detalhes sobre o que aconteceu. Nesta carta de despedida, que deve ser encaminhada para pessoas de outros departamentos e clientes externos, deve constar a informação, a data do desligamento e o contato da pessoa que será responsável por aquelas funções que o profissional desempenhava. Para os colegas mais próximos, é interessante passar um e-mail com seus contatos pessoais, até mesmo por uma questão de networking.

DEPOIS DA TEMPESTADE...

Muitas pessoas acabam ainda cumprindo algum período de trabalho após a demissão, mas aproveite seu primeiro dia totalmente livre para buscar acalmar-se, pensar nos pontos que requerem melhoria e na forma buscar o novo emprego. "É um momento de redefinir o foco. Depois de recuperado da demissão, é preciso definir como será feita a busca por uma nova oportunidade."

A SEMANA SEGUINTE
Invista em diversas oportunidades e inicie o networking imediatamente. "O fato de recorrer a pessoas conhecidas que já acompanham seu trabalho é uma ótima referência". Por isso, é importante que seus contatos saibam, o quanto antes, que você está disponível no mercado, para poderem indicá-lo no caso de alguma oportunidade disponível. Outro passo importante é começar a buscar vagas e enviar currículos para as empresas - neste ponto, a Internet pode ser uma ótima aliada. Para quem trabalhou durante muitos anos em um segmento específico de mercado, a dica é começar a procurar uma recolocação nesta mesma área.

OS MESES SEGUINTES

Quanto mais tempo o profissional passa longe do mercado, mais difícil fica a recolocação. O ideal é que a pessoa não fique mais do que seis meses inativa, pois após este tempo muitas empresas consideram que a pessoa pode estar desatualizada ou passam a se questionar sobre o motivo pelo qual este profissional ainda não conseguiu se recolocar. "Uma coisa positiva que vem acontecendo é a diminuição desta resistência por parte das empresas, pois com as fusões de grandes companhias e as reestruturações, bons profissionais acabam ficando desempregados também."

HORA DA VIRADA

"Se o profissional já não estava satisfeito com a atividade que desenvolvia ou com a área de atuação, é um bom momento para repensar sua carreira e ver se isso é realmente o que ele deseja". É importante pensar que a demissão é um começar do zero, seja em uma nova carreira ou em um novo emprego. Outra dica é investir na formação e procurar se atualizar de alguma forma, como uma especialização, cursos e workshops.

COMO CONSIDERAR AS PROPOSTAS

Aceitar a primeira proposta de emprego que aparecer não é a opção mais adequada, caso você tenha condições financeiras de aguardar uma outra proposta. "Se pensarmos em um profissional que teve uma carreira ascendente até então, aceitar uma proposta para um cargo que exige menos dele profissionalmente será avaliado em oportunidades futuras. O ideal é buscar algo realmente satisfatório, que contribua para sua carreira."


Texto: Site Catho

Mensagem

O Mestre na arte da vida faz pouca distinção entre o seu trabalho e o seu lazer, entre a sua mente e o seu corpo, entre a sua educação e a sua recreação, entre o seu amor e a sua religião. Ele dificilmente sabe distinguir um corpo do outro. Ele simplesmente persegue sua visão de excelência em tudo que faz, deixando para os outros a decisão de saber se está trabalhando ou se divertindo. Ele acha que está sempre fazendo as duas coisas simultaneamente.

Texto budista

Ser feliz (no trabalho) é...


Responda rápido: quem viu primeiro as fotos da sua lua-de-mel: o maridão ou o pessoal do escritório? Pois é... você mandou sua assistente revelar o filme e, na hora do almoço, todo o pessoal com quem você trabalha compartilhou aqueles momentos... antes. E as fotos do primeiro filhão? Não deu outra: secretária... hora do almoço... escritório e... primeiro a turma do trabalho. Não poderia ser diferente: a gente passa mais tempo com os colegas do que com os vizinhos, os amigos e até mesmo os parentes. Saímos de casa antes do dia clarear, voltamos quando já escureceu: a maior parte de nossas horas ditas "produtivas", passamos trabalhando. Realizar nosso trabalho de maneira que nos faça sentir felizes e satisfeitos é, portanto, extremamente importante. E é preciso lembrar que para que isso ocorra não é suficiente que se receba um bom salário. Dinheiro é muito importante, mas não é tudo. Constatamos isso em uma pesquisa recente: ela mostrou que os executivos brasileiros não são apenas aplicados discípulos do Dr. Paul Powers e de Deborah Russel (autores do livro "De Bem Com o Trabalho"), que incentivam e ensinam como encontrar a realização profissional; mais do que isso, eles realmente gostam do que fazem e, principalmente, são felizes em seu trabalho. Perguntamos a mais de 500 profissionais de diversas organizações: "Você é feliz no seu trabalho?". A resposta de 93% deles foi "sim". Mais ainda: para eles, salário não é o que mais proporciona satisfação. Desafios constantes no emprego, sim, é fundamental, disseram. E destacaram ainda como muito importante o relacionamento com colegas e superiores. O amor ao trabalho, no entanto, como todos os outros amores, precisa ser constantemente "alimentado" — e dosado, também. Assim, é preciso tratar nosso trabalho da mesma maneira que as pessoas que amamos, dando a elas — sob as mais variadas formas — carinho, dedicação, atenção e, às vezes... distância. Adorar um trabalho ou detestá-lo tem muito a ver com questões pessoais. O ser humano precisa de desafios para sentir-se motivado; no trabalho, nada mais instigante do que um desafio. Nada mais satisfatório do que, por exemplo, dispor de autonomia e independência para tomar decisões; ter oportunidade para autodesenvolvimento; ser reconhecido e aprovado; poder expressar criatividade e agir com autenticidade; gostar do trabalho; nada mais gratificante do que sentir vontade e prazer de trabalhar todos os dias. Dinheiro, sem dúvida, é muito importante. Não há negócio sem ele. Mas se alguém trabalha apenas por dinheiro está simplesmente gastando o seu talento, sem renová-lo. E talento é um valor muito raro, que precisa de constantes investimentos para manter os atuais e agregar novos. Tem poder de ganho e até de troca. Mas não é uma moeda. Por isso, se você não gosta do que faz, mude! Mude o tipo de trabalho, mude de trabalho ou mude você mesmo. Para qualquer um dos casos, não se esqueça: é preciso planejamento. Estabeleça seus objetivos e cumpra-os com determinação. E lembre-se: se você está procurando um emprego, seja pela primeira vez, seja para recolocar-se no mercado de trabalho, não pense nisso como uma experiência ruim; você não está pedindo um emprego, você está disponível nesse mercado e possui qualidades, habilidades, conhecimentos, potenciais enfim que constituem a sua empregabilidade e os está oferecendo. Se for para fazer algo que você sabe e gosta de fazer, não há dúvida: suas chances de sucesso — e felicidade — são realmente muito grandes.
Fonte: Manager