Fiz um blog pessoal - Catadora de Palavras. Inicialmente meu propósito era escrever sobre coisas do dia a dia, meus devaneios, para esvaziar a mente... Depois veio a necessidade de escrever sobre trabalho. Aí as postagens começaram a se misturar. Daí surgiu este blog - o Catadora de trabalho!
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Você é insubstituível?

Ser insubstituível é "um pé no atoleiro"! 
Ali você está e por ali você vai ficando, mesmo tentando sair...
Ser insubstituível é perder oportunidades de crescer dentro da própria empresa que você trabalha. 
Ser insubstituível é não dar oportunidade para os que estão atrás.
Tudo pára!
Ser insubstituível é tornar-se rotineiro.
Ser insubstituível é não ter capacidade de formar outros profissionais! 
Bom, se você já está no topo, pode perguntar: mas para onde mais eu posso crescer? 
Aí eu respondo: Se você já está no topo, mais pontos para você! É bem mais fácil sair do lugar, pois no topo, sua visão está muito mais ampla!
Então, não têm desculpas... Todos podem e devem mudar!


Precisamos ter algumas (muitas) aptidões circenses para trabalhar...


Ela nunca trabalhou em Circo
No entanto, acredito que na sua genética carrega as aptidões circenses

Quantas vezes precisa domar feras, principalmente as internas
Outras vezes faz cara de palhaço ou mesmo papel de palhaço
Também faz malabarismos e ainda anda em cordas bambas

Começou a executar acrobacias, se arriscando mais
Está ficando boa no contorcionismo, enxergando coisas de outros pontos de vista
E no quesito equilibrista, ainda deixa muita coisa cair

Sua vida é o próprio suspense do Circo
É difícil adivinhar o que vai acontecer na próxima cena
Sabe apenas que em alguns momentos ocupa o lugar da platéia e que na maior parte está no picadeiro

A única coisa que ainda não aprendeu foi a fazer mágicas...

Mudanças


Gente, não vou reinventar a roda, só a cama elástica... rsrs
Adultos deveriam bricar na cama elástica. Muitos reclamam da monotonia no trabalho, na vida, mas esquecem que, apenas com um pulinho, é possível sair da inércia e alcançar novos ritmos, subir, deixar para traz os ritos e mitos - estes sim que fazem parar e evitar as mudanças!

Construtivismo para Adultos

" Construtivismo é uma das correntes teóricas empenhadas em explicar como a inteligência humana se desenvolve partindo do princípio de que o desenvolvimento da inteligência é determinado pelas ações mútuas entre o indivíduo e o meio. A ideia é que o homem não nasce inteligente, mas também não é passivo sob a influência do meio, isto é, ele responde aos estímulos externos agindo sobre eles para construir e organizar o seu próprio conhecimento, de forma cada vez mais elaborada."

 É sempre pensando nesta teoria que busco realizar na prática minhas atividades de treinamento, palestras e/ou workshops. As pessoas estão cansadas de ficar ouvindo "blá blá blá"! Elas querem participar, querem construir o conhecimento. E o palestrante que se propõe a não levar tudo pronto, corre grande risco de também aprender mais...
Então vamos despertar o interesse das pessoas e parar de ficar dando a informação pronta. Tenho certeza que ninguém vai dormir durante um treinamento, curso e/ou palestra realizada dentro deste princípio: o construtivismo!
Vem comigo?

Multiplicidades

Se a convivênvia fosse fácil, não haveria tantos divórcios!
Imagina quando a gente fala em convivência no trabalho...
Trabalhar com grupos homogêneos seria mais tranquilo, mas não seria rico
Porque é a diferença que soma!
Nos treinamentos e/ou palestras que realizo sobre COM - VIVÊNCIA, sempre pergunto: se você pudesse comprar  3 carros, compraria 3 carros iguais ou diferentes? A resposta é imediata: 3 carros diferentes! Aí eu pergunto: então porque você não escolhe também conviver com pessoas diferentes de você? Bom, ainda não tive nenhuma resposta que me convenceu que conviver com o igual é o melhor...
O diferente não necessariamente é melhor ou pior! É simplesmente diferente.

Apesar de sentir muito mais dificuldade e os conflitos serem mais constantes, eu prefiro uma caixa de lápis de cores do que uma caixa de lápis pretos. E você?
 

(Pré) OCUPAÇÃO com o Meio Ambiente

Atendendo a um aluno no seu trabalho de TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), tive um insight sobre a (pré) ocupação das empresas, seus funcionários, do governo e das pessoas em geral com relação ao Meio Ambiente!
Tomando como exemplo uma empresa que trabalha nesta área – a de recuperação de terrenos devastados por queimadas, obras governamentais ou não ou por resíduos gerados por outras empresas, pude perceber que o conceito de Meio Ambiente é pouco esclarecido e, muito menos esclarecidos ainda, os benefícios da preservação do Meio Ambiente.
Grande parte dos funcionários que faz o trabalho do replantio não tem consciência do que esta atividade significa para o bem estar dele, da sua família, da sua comunidade e, quem dirá do benefício para a nação e para o planeta Terra. A mim não gerou tanta surpresa, pois o trabalho dos funcionários das empresas de recuperação está mais ligado à produção do que realmente ao cuidado com o Meio Ambiente. Não quero e nem posso generalizar esta afirmativa!
Mas, veja: quanta motivação este funcionário poderia ter nas suas atividades diárias, sob o calor do sol e as dificuldades de acesso às áreas para plantio se soubesse dos benefícios do seu trabalho? Esta motivação se tornaria intrínseca! Estes funcionários plantam literalmente vida para seus filhos, netos, bisnetos e para todos nós!
Mas, deixando um pouco o exemplo de empresas especializadas neste segmento e, “passando para o outro lado cerca”, quantos de nós brasileiros conhecemos o real conceito de Meio Ambiente e as conseqüências da falta de OCUPAÇÃO com esta área? Não tenho nenhuma estatística para uma afirmação precisa, mas posso arriscar um palpite: a minoria da população, especialmente a de classe baixa – que mesmo sem querer ou saber, é a que mais contribui para a poluição fluvial, pois seus esgotos não têm outro destino a não ser para os rios... Esta é a realidade!
E quantos de nós, com acesso a informações, não deixamos um filtro de cigarro, uma lata de cerveja, um papel não mais necessário por aí, jogados em qualquer lugar?
Em uma reportagem assistida recentemente, percebi a diferença de educação dos países de primeiro mundo com o nosso. Nestes países, além das câmeras de vigília da polícia distribuídas pela cidade, encontram-se também, megafones para que o cidadão receba “o puxão de orelha” na hora que comete alguma infração, seja ela ultrapassar fora da faixa de pedestres, seja jogar papel na rua ou de qualquer outra natureza.
Onde está nossa OCUPAÇÃO com o Meio Ambiente? Onde está a OCUPAÇÃO do governo, quando não espalha pela cidade, comunidades, vilas latas de coleta seletiva de resíduos? Cadê a educação direcionada para este foco?
Preocupar com o Meio Ambiente é fácil e já virou moda e questão de diferencial entre as empresas. Mas quando vai chegar a hora de OCUPAR com esta questão?
Convido a todos para pararem um pouco e pensarem na diversidade de materiais que podem ser aproveitados, desde a reciclagem do papel – há muito tempo divulgado, até a reciclagem do óleo de cozinha – que vem sendo divulgada há pouco tempo, podendo ser transformado em bio-diesel, abastecendo fábricas e automóveis, além de deixar de poluir nossos rios e o ar que respiramos.
Ocupar com o Meio Ambiente também é fácil, pois é uma questão de aprendizagem e de hábito. Nas nossas casas sabemos direitinho o lugar de desprezar o que não mais nos atende – isto é um hábito que criamos. Ensinamos isto aos nossos filhos, que com o tempo, também aprendem – isto é aprendizagem que, com o tempo, se torna um hábito. Basta estender o que fazemos em casa para fora dela também. Discutir isso em reuniões de condomínio, com os moradores da mesma rua, com o dono da padaria próxima e, por aí vai. A comunicação começa a fazer cumprir parte da sua tarefa que é a de informar! No final, quem sabe, estaremos ocupando não só com o Meio Ambiente, mas com o Ambiente todo! Por que não?
Ou será que vamos esperar para nos OCUPAR em procurar água para beber e ar para respirar?
Fica aqui esta reflexão para quem sabe contribuir para sua AÇÃO...

Gestão do Conhecimento

Atualmente, em um mercado competitivo, as empresas buscam a todo tempo, maneiras de sobreviver a este cenário mercadológico como também de se diferenciar em seus serviços e/ou produtos oferecidos. Passam então, a articular novas propostas de gestão, dentre elas a gestão do conhecimento e a gestão da informação.

O conceito de gestão de conhecimento e de gestão da informação é visto sob óticas diferenciadas, como podemos observar nas colocações dos autores a seguir.
Segundo Davenport (1998), a gestão do conhecimento pode ser vista como uma série de ações gerenciais constantes e sistemáticas que facilitam os processos de criação, registro e compartilhamento do conhecimento nas organizações. Para Alvarenga Neto (2005), gestão do conhecimento deve ser entendida como gestão da organização na era do conhecimento. Na concepção do autor, as empresas não gerenciam o conhecimento; este se encontra incorporado em cada pessoa e na fronteira periférica existente entre as mentes de várias pessoas que atuam dentro de uma mesma organização. O que as empresas fazem é gerenciar as condições ambientais necessárias à criação e troca de conhecimento novo, favorecendo o processo de inovação, necessário à sua sustentabilidade. A idéia de que não se gerencia o conhecimento na concepção estrita da palavra se aproxima da visão de Albrecht (2004), quando diz que o conhecimento não deve ser disciplinado. Aqui, toma-se emprestada a opinião de Von Krogh; Ichijo; Nonaka (2001), quando dizem que não se gerencia conhecimento, apenas capacita-se para o conhecimento, facilitando-se os relacionamentos, as conversas e o compartilhamento do conhecimento localizado em toda a organização, independentemente de suas fronteiras geográficas e culturais.

Em relação à gestão da informação, conforme defende Alvarenga Neto (2005), ela é considerada como um dos componentes da gestão do conhecimento. Para o autor, a gestão da informação deve ser vista como o ponto de partida para qualquer iniciativa relativa à gestão do conhecimento. No entanto, ela não tem a preocupação com a criação, uso e compartilhamento de conhecimentos, o que faz a gestão do conhecimento ir muito além da gestão da informação.

Não se nega que a gestão da informação é apontada como uma ferramenta essencial à gestão do conhecimento. As empresas, sem dúvida, podem ser mais inteligentes promovendo o entendimento do seu business entre todos os empregados, fazendo a informação “girar”. Mas, para tanto, precisam transformar seus dados em informação e depois em inteligência ou conhecimento, conforme processo a seguir.

DADO: reflete as operações diárias da organização; são “brutos”.

INFORMAÇÃO: são os dados processados e consolidados.

INTELIGÊNCIA OU CONHECIMENTO: entendimento dos dados processados.

Entretanto, para que a gestão do conhecimento seja considerada um marco estratégico, torna-se necessário investir na geração e disseminação do conhecimento por meio de pesquisas, estudos, artigos, palestras e aulas, que tornam uma instituição reconhecida como geradora de conhecimento próprio. Desta maneira, a instituição estaria trabalhando de forma proativa, dinâmica e engajada ao objetivo – Gestão do Conhecimento.

Alguns pontos podem ser considerados no intuito de reconhecer se uma instituição tem mesmo uma gestão voltada para o conhecimento. São eles:
P estabelecimento de uma visão estratégica para o uso da informação e do conhecimento;
P aquisição, criação e transferência de conhecimentos tácitos e explícitos;
P promoção da criatividade, da inovação, da aprendizagem e educação contínua;
P promoção de um contexto organizacional adequado.

Apoiando nas idéias de Carvalho e Tavares (2001:62), “para implementar um estado de gestão do conhecimento uma organização precisa:
P saber identificar e disseminar o conhecimento já existente, o seu capital intelectual;
P saber utilizar esse conhecimento já existente, aplicando-o com eficácia em seu negócio;
P saber estimular a produção de novos conhecimentos;
P saber identificar o momento em que os novos conhecimentos são produzidos;
P saber utilizar o novo conhecimento, direcionando-o para o seu negócio, tornando-o essencial para o mesmo”.

Alvarenga Neto (2005) propõe que a GC deve ser compreendida como:
O conjunto de atividades voltadas para a promoção do conhecimento organizacional, possibilitando que as organizações e seus colaboradores possam sempre se utilizar das melhores informações e dos melhores conhecimentos disponíveis, com vistas ao alcance dos objetivos organizacionais e maximização da competitividade (ALVARENGA NETO, 2005:18).

Neste sentido, vale ressaltar a importância do benchmark em instituições que já têm a excelência da gestão do conhecimento, considerando que as informações levantadas poderão vir a ser excelentes instrumentos de comparação, além de efervescente fonte de novas idéias. Desta forma, espera-se a proximidade de boa parte dos movimentos e dos ambientes nos quais se produzem a criação, a retenção, o compartilhamento e a disseminação dos conhecimentos, movimentos estes que dão suporte à implementação de um estado de gestão do conhecimento na organização.

Responsabilidade Social das Empresas

Em uma época – 1900, na Revolução Industrial, o lema era Relações Industriais, onde se importava a produção acima de qualquer coisa, inclusive das pessoas. O foco era a tradição, o passado.
Passados alguns anos, final da 2ª Guerra Mundial, com muita mudança e transição, chegou a Era da Informação - década de 90, com culturas organizacionais focadas no futuro, valorizando o conhecimento, lidando com as pessoas como seres humanos pro ativos, dotados de inteligência e habilidades.
Tecnologias cada vez mais avançadas, máquinas e robôs substituindo e ajudando no trabalho das pessoas, produção cada vez mais acelerada. Gestão da Qualidade, Gestão do Meio Ambiente, Gestão da Segurança no Trabalho, Qualidade de Vida no Trabalho, tudo para padronizar processos, aumentar a satisfação dos funcionários no trabalho, diminuir o turnover, reter talentos e atrair outros, fidelizar clientes e captar outros e, por aí vai...
O lema hoje é Responsabilidade Social das Empresas. Nunca ouvi falar tanto disso!
Mas, lembro-me bem, que recentemente – 2002, quando era Gerente de Recursos Humanos de uma grande empresa, já nos ocupávamos com isso. Oferecíamos apoio à comunidade, em escolas da região através de investimentos em livros para os alunos, contribuição com cestas básicas para os professores, cuidados com os jardins da escola, palestras educativas, entre outras atividades. No entanto, isso não era tratado como um Marketing Empresarial e, sim, como uma ocupação em retribuir à região, a qual provia de mão de obra a empresa, pois a maior parte do quadro de funcionários ali residia. Era uma maneira de beneficiar os funcionários indiretamente, melhorando a educação escolar de seus filhos, netos ou familiares.
Hoje escuto falar que empresas têm responsabilidade social, porque contratam portadores de deficiência ou porque são éticas e cumprem seus deveres legais e morais. Mas isto não é responsabilidade social! É uma OBRIGAÇÃO das empresas! Será que vamos começar a confundir obrigações lícitas com cuidados sociais?
Ao meu entender, Responsabilidade Social não vem de fora para dentro e, sim, ao contrário.
Começa com o respeito aos que trabalham na organização, aos seus valores, culturas e crenças. Com o respeito às condições de trabalho oferecidas pela organização.
Continua com a ocupação em atender seus clientes e fornecedores externos com qualidade – pontualidade e conformidade.
Depois disso, pode ser possível pensar em Responsabilidade Social no seu conceito mais amplo, onde as empresas possam identificar formas inovadoras e eficazes de atuar em parceria com os públicos afetados por suas atividades.
Uma pesquisa recente realizada pela Market Analysis revelou que 76% dos consumidores brasileiros acreditam que podem influenciar a atitude das empresas por meio do poder de compra. Ao preferir produtos e serviços sustentáveis, o consumidor valoriza as empresas que pautam suas operações pelos princípios da Responsabilidade Social: conservação do meio ambiente, respeito aos funcionários, envolvimento em ações na comunidade. E a preocupação é tanta que está em fase de elaboração, a ISO 26.000, que fala da Responsabilidade Social das Empresas, com previsão de lançamento em 2008. Essa ISO, está sendo encabeçada por 2 países, um desenvolvido que é a Suécia e outro em desenvolvimento que é o Brasil, que participa pela 1ª vez da elaboração de uma ISO. O papel dessa ISO é tentar difundir de uma forma sistematizada, o que as empresas podem fazer, e apresentará diretrizes de Responsabilidade Social e orientações a organizações de diferentes portes.
Então, antes da ISO 26.000, ainda temos algum tempo para fazer algo... Vamos começar a fazer nossa parte, de dentro para fora, buscando a humanidade que está lá dentro de cada um esperando para ser tocada e começar a agir! Eu posso, você pode e, juntos, faremos a diferença.

Terceirização do Recrutamento e Seleção (R&S): Custo ou Benefício?

Os próprios gestores das empresas que não têm a área de recursos humanos constituída para executar as atividades meio, costumam fazer o recrutamento e a seleção (R&S) de profissionais para as vagas em aberto.

Será a terceirização do recrutamento e/ou da seleção um custo ou um benefício para estas empresas?

Vamos analisar os dois cenários: de um lado os próprios gestores conduzindo o processo e, de outro, profissionais especializados neste trabalho.

Ø Recrutamento e/ou Seleção (R&S) conduzido pelos próprios gestores

O gestor de uma empresa conhece muito bem a cultura, o dia a dia do seu negócio e, por este motivo, sabe exatamente que perfil de profissional a empresa precisa. Isto favorece a seleção adequada dos profissionais e, sem dúvida alguma é de grande importância para o sucesso das contratações.
No entanto, para executar o trabalho de recrutamento e seleção ele vai precisar despender tempo, horas de seus dias para concluir o processo.
E quanto vale a hora de trabalho de um gestor?
E quanto ao seu real foco de seu trabalho?
Enquanto ele está envolvido neste trabalho de R&S, suas reais atividades estão a fazer.
Então, quando o Recrutamento e/ou Seleção (R&S) é conduzido pelos próprios gestores, pode não haver investimento com profissionais/empresas especializadas.
Mas, com certeza continuará havendo custos com ligações telefônicas, materiais, estrutura física e, principalmente, horas de mão-de-obra envolvidas no planejamento e execução do trabalho.

Ø Recrutamento e/ou Seleção (R&S) conduzido por profissionais especializados

A terceirização do recrutamento e/ou seleção não é algo novo na administração de empresas, embora muitos empresários ainda não usufruam de todos os seus benefícios. Repassar alguns processos auxiliares (atividades-meio) para terceiros - com os quais se estabelece uma relação de parceria, favorece a concentração dos gestores em sua atividade principal (atividades-fim).
Empresários que antes passavam horas analisando currículos e entrevistando candidatos, hoje preferem repassar o serviço para uma consultoria empresarial especializada no assunto.
Quando se cria uma relação bastante próxima com profissional especializado, o custo x benefício da terceirização é extremamente vantajoso, pois os candidatos pré-selecionados já chegam dentro do perfil.
Depois que se passa a terceirizar a área de recrutamento e seleção por exemplo, pode-se focar 100% no próprio negócio. Isso só faz com que a produtividade e a qualidade da empresa aumentem.
Não é inteligente para um empresário despender tanto tempo em um processo de seleção de pessoal, entendendo que esta não é sua atividade fim.
Ainda há de se considerar que a atividade de recrutamento e seleção exige conhecimentos específicos, que em geral os empresários não possuem, como a habilidade de diagnosticar perfis de comportamento que são favoráveis ou desfavoráveis ao cargo em questão.
É fundamental que o profissional especializado conheça o ambiente específico da empresa que procura um novo profissional, seus objetivos e dificuldades, como são as pessoas que nele atuam, para somente então procurar no mercado o profissional mais indicado a ocupar a vaga em aberto.
Portanto, cuidado ao optar pela terceirização do R&S, pois existem empresas que nunca sequer visitaram o cliente para o qual estão procurando profissionais e outras que, por trabalharem de modo massificado, se limitam a enviar aos clientes candidatos avaliados de modo padrão.
Então, quando o Recrutamento e/ou Seleção (R&S) é conduzido por profissionais especializados e de maneira personalizada, pode trazer ótimos resultados, tais como:
- Proporcionar um processo de agregar pessoas de maneira profissional, como meio de servir as necessidades organizacionais.
- Aumentar as possibilidades de candidaturas dos profissionais, abrindo mais as opções de contratação para as empresas contratantes.
- Conhecer e poder comparar o mercado de recursos humanos.
- Assegurar a eficácia do processo, lembrando que a qualidade de todo o processo - desde o recrutamento até a finalização da seleção produzem forte impacto sobre os candidatos e aumentam a credibilidade das empresas contratantes.
- Diminuir a rotatividade.
- Proporcionar a retenção de competências.

Finalmente: é custo ou benefício terceirizar o recrutamento e seleção (R&S) da sua empresa?

Percepções, Valores e Princípios Individuais/Organizacionais

Fazendo uma analogia do programa Big Brother com as organizações fico pensando...
Existe alguma relação deste “Jogo” com os “Jogos” vividos nas empresas quanto às percepções individuais?

Em um processo de recrutamento e seleção qual a importância da percepção do condutor do processo? Qual a importância da postura dos candidatos?

O condutor, seja ele psicólogo ou não, não está atrás dos espelhos do cotidiano da vida dos candidatos para conhecê-los ao ponto de garantir um processo de seleção 100% seguro.
Ao contrário, ele conhece o que é apresentado em alguns minutos, o que muitas vezes pode não ser o real. E mais: ele, condutor, psicólogo ou não, está à mercê de suas percepções individuais. Ou seja, ele está sujeito às contaminações de sua percepção. Podemos chamar isto de erro fundamental de atribuição. A tomada de decisão em um processo de seleção precisa ser mais racional, adicionando-se é claro, a intuição, que na verdade funciona como complemento deste método racional para tomada de decisões.

Já os candidatos, muitas vezes “treinados” para àquela situação de concorrer para uma oportunidade no mercado, “vendem” o que não são na sua essência. E onde isso vai dar? A resposta é lógica: incoerência entre expectativas organizacionais e candidato selecionado.

Indo mais adiante um pouco... Até quando um candidato “treinado” para processos de seleção consegue manter a postura que foi ensinada como adequada na situação da seleção? A resposta também é lógica: muito pouco tempo, ou seja, até quando conseguir manter o esforço emocional para ser o que não é de verdade. Nunca podemos esquecer que é possível enganar a alguém por toda a vida, é possível enganar a muitos por muito tempo, mas não é possível enganar a todos por todo o tempo.

Com certeza, este Gap – tempo exposto do profissional ao que não lhe é satisfatório, não vai gerar produtividade em suas ações e, muito menos ainda para as organizações. Consequência: profissional insatisfeito, que vai procurar seu “ninho” em outro lugar e, aumento da rotatividade de pessoas, o que gera custo para as empresas.

Algumas conclusões podem ser tiradas: é indispensável o treinamento do condutor de processos seletivos, seja ele psicólogo ou não e, especialmente quanto aos candidatos, que sejam eles próprios, nunca perdendo de vista sua autenticidade, seus valores e o que o satisfazem de verdade!

De novo é fundamental lembrar que não é possível viver na infelicidade: nenhuma das partes envolvidas (empresa/empregado). Assim, ou se faz o que nos faz feliz, o que se gosta de fazer ou, de outro modo se passa a ser feliz fazendo o que deve ser feito, se passa a gostar do que se faz.

Outra alternativa não há a menos que procurar outros "ninhos".

Manter coerência entre seus valores e suas atitudes, com seus princípios morais e éticos é um bom trabalho para se manter feliz no trabalho. E, quando isso acontece, não tem como errar, porque não existe estratégia ou treinamento para vencer! Tudo é uma conseqüência dos espelhos individuais, que acompanham todos a todo tempo. É uma questão de personalidade!

Numa organização, as pessoas estão sempre julgando umas as outras. As chefias precisam avaliar seus subordinados, os pares se comparam quanto à dedicação e competência e por aí vai. Só que quando estes julgamentos são feitos, tende-se a simplificar esta tarefa, buscando torná-la mais facilmente administrável. Outro prejuízo para as organizações e para os profissionais! Isto porque, simplificações de julgamento como estereotipagem, projeção e/ou efeito de halo, podem levar a distorções quanto ao desempenho dos profissionais, como diminuição do aproveitamento dos talentos humanos – profissional competente em área ou atividade não coerente à sua capacitação, diminuição da retenção destes talentos - não motivação dos mesmos nas atividades executadas, conflitos internos – por erro de atribuições e, aos termos tão falados e pouco trabalhados nas organizações: alto índice de absenteísmo e alta rotatividade.

Destaca-se que, segundo Pichón Riviere, a avaliação preliminar e rasteira é geralmente carregada de memórias da vida de cada um, de cenários individuais projetados em terceiros, na verdade projetando nos outros suas próprias experiências e vivências. Como Dante Alighieri bem mostrou que "o inferno está nos outros", a chance de erros grotescos nestas avaliações são bastante significativas.

Concluindo: não somos expectadores das organizações como somos do Big Brother! Ao contrário, somos os personagens deste “Jogo” e, como tais, estamos todos sujeitos aos julgamentos muitas vezes errôneos! Isto é real!